Crítica: O Rei Leão (live action)

Atualizado: Fev 7

| Crítica

★★★★★

A versão clássica da Disney O Rei Leão ganhou vida numa live-action. Esperada por muitos desde seu anúncio em 2015, o filme não desaponta. Lançado em julho de 2019, ele continua tocante, inteligente e muito bem estruturado. Não era pra esperar menos, se tratando de uma produção Disney. A imagens são tão realistas que o público nem se propõe a cogitar que as paisagens e cenários foram completamente criados em computador por uma tecnologia de ponta.


O filme conta a história de Simba, um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar faz com que Mufasa, o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote. Consumido pela culpa, Simba deixa o reino rumo a um local distante, onde encontra amigos que o ensinam a mais uma vez ter prazer pela vida.


É interessante analisarmos que este filme é retratado de uma forma mais contemporânea. Isso se dá pela constante evolução cultural e social. A cena em que Simba leva um sermão de seu pai Mufasa foi bastante amena em comparação a animação lançada em 1994, onde os diálogos foram mais duros e intensos. Na live-action a desobediência do pequeno leão é tratada com mais calma, paciência e atenção, com trocas de diálogos democráticos, enquanto na outra versão foi mais autoritária.


Neste contexto cito também a cena em que Pumba se revolta com as hienas ao sofrer “gordofobia”. O javali prontamente se defende daqueles que o insultam e parte para cima delas dizendo algo como “Eu enfrento quem faz bullying comigo”. Apesar da alusão ao empoderamento, espero que nenhuma criança parta para a violência como forma de combate ao preconceito.


Sem contar que o leãozinho, para viver harmoniosamente com seus novos amigos, passar a se alimentar de pequenos insetos e ainda diz “Comida orgânica”. Sensacional!


Pra quem é fã de carteirinha deste longa, certamente ficará encantado com as diversas cenas extras que cobrem as lacunas da versão anterior. Afinal, do que os leões se alimentam? Por que há um limite de caça? Por que Nala fugiu de seu reino? Para tudo tem uma resposta.


O roteiro adaptado por Jeff Nathanson, roteirista de Indiana Jones e Piratas do Caribe, é sensacional! Já a direção artística é do Jon Favreau, renomado por inúmeros títulos como Homeme Aranha, Mogli, Homem de Ferro, O lobo de Wall Street, Impacto Profundo e por aí vai...


Eu ainda não assisti a versão legendada, mas posso garantir que a live-action dublada é de ótima qualidade. Ícaro Silva está impecável na pele do Simba adulto. A jovialidade e alegria na voz passa toda a essência do personagem. Já a cantora Iza, que interpreta Nala, não está ruim nos diálogos, mas percebemos que há algo estranho na interpretação. Talvez seja pela sua inexperiência na atuação. Mas quando a personagem começa a cantar, é impossível não se emocional com o hit “Nesta noite o amor chegou”.


É um filme brilhante que vai emocionar todos novamente, mesmo 25 anos depois!

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