GOZANDO COM OS PÉS

| Considerada bizarra e de pouca higiene, a prática podólatra pode levar ao orgasmo sem a penetração tradicional


O fetiche da podolatria surgiu aproximadamente há 1000 anos Antes de Cristo quando o povo da região do Egito venerava os pés dos senhores dos metais, reis que comandavam as comunidades em volta das principais pirâmides da região. Quantos mais metais cobrindo seus pés, mais curioso ficava em saber o que havia por trás dos traçados de cobre. Naquela época, as mulheres eram proibidas de usarem as mãos para tocarem seus parceiros, que na maioria das vezes eram usadas apenas para o sexo, porém sobre os pés nada era concretizado, então usava-se para tocar seu parceiro. A prática se tornou hábito, fazendo com que os pés se tornassem quase que um órgão de prazer sexual. Com o desenvolvimento da libertinagem, os pés acabaram, aos poucos, sendo esquecidos, mas até hoje há resquícios dos amantes podólatras.


Engana-se quem acha que o podólatra simplesmente gosta de pés. O fetiche é muito mais complexo do que não parece. Há quem goste apenas do formato do pé, mas também existem aqueles que gostam da cor, do tamanho dos dedos, da forma como pode ser usado, dos odores e até mesmo das doenças que os pés proporcionam. De acordo com a sexóloga do Hospital Moinhos de Vento Maria da Graça Ruaro, chupar o dedão do pé pode ser mais prazeroso do que o sexo oral. A doutora revela que também existe a penetração para os podólatras, que introduzir o dedão na região vaginal ou anal pode proporcionar um gozo mais intenso do que o pênis. “O fantasioso está no acreditar, se aquele objeto te faz acreditar que podes ter prazer, a fantasia comandará teu orgasmo”, afirma Ruaro.


O desejo sexual pelos pés está na múltipla capacidade que ele pode proporcionar. Os amantes, geralmente, assumem sentir excitação pelo formato do pé, seja ele grande médio ou pequeno, mas sempre por alguma definição. Para o podólatra Jonathan Martins de 24 anos, o pé perfeito deve ser branco com a sola em tom rosa bebê. Já para o estudante de direito Lucas Caloy de 21 anos, o que lhe atrai é o chulé, quanto mais forte estiver o cheiro, maior será sua excitação. Segundo a psicóloga do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Neide Madero, há também aqueles que sentem prazer em sem chutados durante o sexo e que isso não é uma doença, apenas um fetiche, como puxões de cabelo e arranhões pelo corpo. Casos exóticos que devem ser analisados, são aqueles que sentem atração por pés sujos e com bactérias, como as frieiras e unhas encravadas. “Essas pessoas sentem prazer sentindo o sabor de mofo das frieiras e do sangue das unhas encravadas”, explica Madero. De acordo com a psicóloga, essas práticas são consideradas como doenças, designada podofilia, assim como a zoofilia e a necrofilia, que fazem sexo com animais e cadáveres consecutivamente, ambas sujas que podem agravar sérias doenças.


Em uma pesquisa realizada recentemente pelo programa Bem Estar, da Rede Globo, revela que 99% dos podólatras são homens, sendo 27% deles os gays. Os pés, por sua vez, acabam se tornando um ponto erógeno que podem manifestar grandes proporções de prazer, permitindo ter orgasmos com a região mais menosprezada do corpo humano.

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